BRINCARTE

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Thursday, January 31, 2008

O DICIONÁRIO DE MACHADO



O Dicionário de Machado - Núcleo de Arte e Cultura (NAC) apresenta o espetáculo Dicionário de Machado Adaptação de dois contos de Machado de Assis para crianças fica em cartaz até 10 de fevereiro de 2008, ano do centenário da morte do maior escritor brasileiro A peça Dicionário de Machado é uma adaptação de dois contos de Machado de Assis para o teatro, feita pelo diretor Aderbal Freire Filho: O Dicionário e Idéias de Canário. Dirigido por Alexandre Ribondi, o espetáculo fica em cartaz no Teatro Goldoni da Casa d'Itália (EQS 208/209), até 10 de fevereiro , sábados às 17h e domingos, duas sessões, às 11h e 17h. Em cena, seis atores dão vida às estórias que narram a tomada do poder por um homem do povo que se torna um rei tirano e as desventuras de um gigante em busca do seu canário filósofo. Na montagem, as estórias se cruzam e o resultado é uma mistura de graça e lirismo. As músicas são executadas ao vivo pelo elenco, que utiliza violão, zabumba, pandeiro e chocalhos. A encenação lúdica garante a diversão das crianças e o contato dos pequenos com o universo de Machado de Assis. FICHA TÉCNICA Textos de Machado de Assis Adaptação dos contos para teatro: Aderbal Freire Filho Direção: Alexandre Ribondi Direção musical e assistência de direção: Jones Schneider Coordenação do Projeto: Marbo Giannaccini Elenco: Pecê Sanváz, Sérgio Sartório, Vanessa Di Farias, André Reis, Clara Lobato e Túlio Starling. Cenografia e Figurino: Maria Carmen Iluminação: Sérgio Sartório Programação visual (cenário): Maria Carmen Fotografia: Randal Andrade SERVIÇO Dicionário de Machado Teatro Goldoni da Casa D'Itália (EQS 208/209) De 19 de janeiro a 10 de fevereiro Sábados às 17h e domingos às 11h e 17h Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia) Reservas: 3443 0606 Amanda Guerra 61 8118 5544

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Wednesday, January 30, 2008

GUIA DE ECOLOGIA



O Guia de Ecologia do Projeto SobreSites é editado pela bióloga amazonense Diane Cruz Almeida disponibilizando dicas sobre ecoturismo, trabalho voluntário, textos e artigos, instituições, compras, educação e estudos, reciclagem, notícias, projetos ecológicos, parques e reservas. Confira.

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Tuesday, January 29, 2008

GUIA DA SAÚDE BUCAL



O Guia da Saúde Bucal do Projeto SobreSites é editado pelo cirurgião-dentista, clínico geral formado pela PUC-MG, João Batista Pereira Júnior, trazendo portais, prevenções, estética, patologias, farmacologia, ortodontia, próteses e implantes, associações e conselhos. Confira.

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Monday, January 28, 2008

MARACATU



MARACATU

Ascenso Ferreira

Zabumbas de bombos,
Estouros de bombas,
Batuques de ingonos,
Cantigas de banzo,
Rangir de ganzás....
- Loanda, Loanda, aonde estás?
Loanda, Loanda, aonde estás?
As luas crescentes
De espelhos luzentes,
Colares e pentes,
Queixares e dentes
De maracajás...
- Loanda, Loanda, aonde estás?
Loanda, Loanda, aonde estás?
A balsa no rio
Cai no corrupio,
Faz passo macio,
Mas toma desvio
Que nunca sonhou...
- Loanda, Loanda, aonde estás?
Loanda, Loanda, aonde estás?

O maracatu é um folguedo oriundo das festas de raízes africanas, onde se venera a calunga e se cantam loas para eguns. Existem dois modelos, o maracatu de baque solto e o maracatu do baque virado. O maracatu de baque solto, também conhecido como Maracatu Rural, é oriundo das brincadeiras Cambindas com outros folgueros populares da cultura sucroalcooleira de Pernambuco, é puxado por instrumentos de percussão e sopro com uma marcha imposta pelo Mestre para Mateus, Bastião, Catirina, baianas, damas, bandeiristas, burra, caçadores, caboclos de pena e de lança. O maracatu de baque virado, também conhecido como Maracatu Nação, é puxado pelo gonguê, tarol, caixa de guerra e zabumbas com danças africanas. Um dos nomes mais reverenciados do maracatu é o Mestre Salustiano, também conhecido como o Mestre Salu do Maracatu Piaba de Ouro, de Olinda.

FONTE:
FERREIRA, Ascenso. Poemas de Ascenso Ferreira. Recife: Nordestal, 1981.
FONTE FILHO, Carlos. Espetáculos populares de Pernambuco. Recife: Bagaço, 1999.

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Friday, January 25, 2008

CARNAVAL



Você sabia? O carnaval é um período que dura 3 dias, começa no Sábado de Zé-Pereira e finda na Terça-Feira Gorda, quando esbarra na Quarta-Feira de Cinzas? É um evento popular dedicado às festas populares. Tem sua origem no Egito, há mais de 2 mil anos a.C. Na Roma antiga, no dia 15 de fevereiro, realizam-se danças em honra de Pã, chamadas Lupercais. Entre os gregos, era em honra de Baco. Primitivamente os cristãos começavam as festas do carnaval a 25 de dezembro, compreendendo os festejos do Natal, Ano Bom e o de Reis. Jogos e disfarces predominavam nestas festas. Na Gália tais foram os abusos, que Roma proibiu por longo tempo o carnaval. Na Idade Média reaparece em Veneza, Turim e Nice, festejado com delirante alegria e excitação popular. Depois surgiram os bailes de máscaras que datam da corte de Carlos VI. Numa desta festas, esse rei foi assassinado por motivos políticos, quando se achava fantasiado de urso. O tempo carnavalesco começava com a festa de Santo Estevão, em 26 de dezembro. Afirma-se que em festas religiosas como a de Epifania, se usavam máscaras. Em Veneza e Florença, no séc. XVIII, as damas elegantes fizeram delas instrumento de sedução. No Brasil, esses festejos são os mais animados do mundo, principalmente no Rio de Janeiro, Recife e Salvador, tendo sua forma atraído ao país as mais célebres personalidades cinematográficas e outras, que aqui vêm a fim de assistirem e compartilharem da alegria que contagia a todos.

FONTE: SILVA, da Costa; CARVALHO, Myrtes; TOLEDO, Caio. Dicionário Universal de Curiosidades. São Paulo: Cil, 1966.

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Thursday, January 24, 2008

CHANIN, CHANIN, MIAU!



Sítio editado pelo professor Leonardo Daniel que publicou o seu primeiro livro “Chanin, chanin, miau!”, contendo histórias, poemas, diversão, temas transversais, pedagogia e projetos.

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Wednesday, January 23, 2008

BIA BEDRAN



Gentamiga,
Uma super-dica: o excelente sítio da cantora e violonista niteroiense Bia Bedran. Ela estudou violão clássico na Pró-Arte, no Rio de Janeiro, Harmonia e Composição com o Maestro Guerra Peixe, no Museu da Imagem e do Som, formou-se em Musicoterapia e em Educação Artística pelo Conservatório Brasileiro de Música. Desde 1988, faz shows pelo Brasil onde mistura música com a arte de contar histórias. São inúmeros os prêmios de sua carreira, entre eles, Melhor Atriz do Teatro Infantil, 1973; Prêmio MEC, Troféu Mambembe, pelo espetáculo "Música para Brincar e Cantar", com o "Bloco da Palhoça", 1981 e Prêmio Coca-Cola de Teatro Infantil, categoria Personalidade com o espetáculo "Bia Canta e Conta", 1990. Lá no sítio dela você poderá conhecer melhor esta magnífica artista, ver seus shows, seus álbuns, sua discografia, agenda e muito mais! Ela é maravilhosa! Aplausos! Confira.

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Tuesday, January 22, 2008

TATIBITATI



Tati, a menina que "tudo te falava era atim" conseguiu descobrir na escola o estímulo para resolver suas dificuldades na fala, resgatando a confiança em si própria. Encontra-se na história, que tem como cenário principal a pré-escola, a valorização das brincadeiras com o prórpio corpo, dramatizações e a exploração das palavras onomatopaicas; abordagens que possibilitam às crianças vivenciarem experiências, desenvolvendo a linguagem oral, hábitos alimentares e de higiene bucal mais sadios.
Trata-se de um excelente livro da escritora Fátima Maia lançado pela Edufal.

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Monday, January 21, 2008

PROJETO BRINCARTE NAS ESCOLAS



PROJETO ESCOLA DAS EDIÇÕES NASCENTE –CAMPANHA TODO DIA É DIA DE SER CRIANÇA

APRESENTAÇÃO

O espetáculo infantil e recreação educativa Nitolino no Reino Encantado de Todas as Coisas faz parte do Projeto Escola das Edições Nascente e da campanha Todo dia é dia de ser criança.
A realização tem por base o fato de que a criança se movimenta e aprende desde o nascimento e precisa ser estimulada, propiciando um ambiente para que possa desenvolver sua imaginação, tornando mais ativo seu potencial criador.
Por esta razão, a criança no seu desenvolvimento atravessa fases e o desenvolvimento da infância na atualidade está em um processo acelerado de mudanças, quando as potencialidades estão precoces.
É preciso levar em conta que a infância tem por objetivo o treinamento, pelo jogo e brincadeira, das funções tanto psicológicas quanto psíquicas.
O jogo e a brincadeira são, assim, os centros da infância, e não se pode analisá-la sem atribuir-lhe um papel de pré-exercício, uma vez que possui o papel de exercitar as funções.
Pelo jogo e pela brincadeira a criança desenvolve as possibilidades que emergem de sua estrutura particular, concretiza as potencialidades virtuais que afloram sucessivamente à superfície de seu ser, assimila-as e as desenvolve, une-as e as combina, coordena seu ser e lhe dá vigor.
Assim, visando contribuir para formar uma criança saudável e desenvolver sua capacidade de aprender a aprender, sua capacidade de pensar e estabelecer as bases para a formação de uma pessoa ética capaz de conviver num ambiente democrático e seu processo de socialização com o seu meio, este projeto propõe a realização de um espetáculo infantil e recreações com atividades que desenvolvem um conjunto de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores, pautadas no reino da fantasia e no faz de conta, envolvendo a Literatura, a Música e o Teatro Infantil em um mesmo contexto de apresentação.
Com isso, elaborou-se o espetáculo infantil “Nitolino no Reino Encantado de Todas as Coisas”, trabalhando o hábito da leitura e o respeito às diferenças por meio do frevo, contação de histórias e cantoria, articulada com os temas transversais cidadania, meio ambiente, saúde, multiculturalidade e ética, posicionando-se, assim, pela esperança de um país melhor a partir do olhar no futuro das crianças.
Este projeto se desenvolve com as perspectivas da sustentabilidade, solidariedade e alteridade, baseada nas previsões dos artigos 205 e 215 da Constituição Federal, e as determinações da Lei 9394/96 de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDBEN.
O projeto consiste na apresentação do espetáculo infantil e recreação para as crianças da Educação Infantil e do primeiro ciclo do Ensino Fundamental.
O espetáculo infantil já foi apresentado no Espaço Cultural Linda Mascarenhas, em Maceió, gratuitamente para a garotada das escolas da rede pública de Alagoas, e as recreações pedagógicas já foram apresentadas na Bienal Internacional do Livro de Alagoas, no SESC Jaraguá e nas escolas Cecília Meirelles, Vovó Eulália, Colégio Anchieta, Elite, Imaculada Conceição, Escola Estadual Josefa Conceição da Costa, entre outras.

JUSTIFICATIVA

Levantando a bandeira da dignidade humana e do exercício da cidadania na proposta de um Brasil melhor para todos, este projeto faz parte das propostas de trabalho das Edições Nascente e da campanha Todo dia é dia de ser criança.
Assim, este projeto se baseia, conforme mencionado no texto de apresentação, no poder da arte e da cultura e sua contribuição para a prática educativa e a aprendizagem, sendo a educação observada a partir dos ditames constitucionais e das previsões da LDBEN mencionadas.
Em razão disso, este projeto leva em consideração que a arte é um fazer que integra um conjunto de atos pelos quais se participa na vida, se muda a forma, se transforma, sendo a matéria oferecida pela natureza e pela cultura.
Nesse sentido, qualquer atividade humana, desde que conduzida a um fim, pode chamar-se artística. Isto quer dizer que a arte é produção; logo supõe trabalho e movimento que arranca o ser do não ser, a forma do amorfo, o ato da potência, o cosmo do caos. E vice-versa.
A partir disso, observa-se que a arte faz com que a criança por meio da brincadeira e do jogo realize seus sonhos e desejos facilmente, quantas vezes quiser, criando e recriando situações que ajudem a satisfazer alguma necessidade presente em seu interior, usando capacidades como observação, imitação e imaginação, dando lugar a uma realidade mais elaborada que além de ajudá-la a compreender a dimensão de sua existência, facilita o entendimento infantil na assimilação dos papeis sociais que fazem parte da cultura, como a família, a escola, a vida, entre outras.
É por meio desta arte representativa que a criança aprende a lidar com regras e normas sociais, desenvolvendo a capacidade de interação e aprendendo a se articular com o limite. E, para tanto, as apresentações artísticas com brincadeiras e jogos estabelecem regras que são fundamentais para as crianças de todas as idades.
Fica claro, portanto, que as crianças evoluem por intermédio de suas próprias brincadeiras e das invenções das brincadeiras feitas por outras crianças e adultos. Nesse processo, ampliam gradualmente sua capacidade de visualizar a riqueza do mundo externamente real e, no plano simbólico, procuram entender o mundo dos adultos, pois ainda que com conteúdos diferentes, estas brincadeiras, possuem uma característica comum: a atividade do homem e suas relações sociais e de trabalho.
Deste modo, elas desenvolvem a linguagem e a narrativa e, nesse trâmite, ainda, vão adquirindo uma melhor compreensão de si próprias e do outro, pela contraposição com coisas e pessoas que fazem parte de seu meio, e, que são, assim, culturalmente definidas também. E além de ser uma situação imaginária, é conveniente observar que as narrativas, teatralizações, cantorias e o brinquedo são também atividades regidas por regras.
Também convém ressaltar que ao brincar com o universo de vários personagens em busca de um reino no qual possa existir todas as coisas, define-se a curiosidade para saber o que são todas as coisas, além de promover, com essa curiosidade, o hábito da leitura pela pesquisa e investigação.
Assim sendo, tanto pela criação da situação imaginária, como pela definição de regras específicas, o brinquedo cria uma zona de desenvolvimento proximal na criança. Isto quer dizer que no brinquedo a criança comporta-se de forma mais avançada do que nas atividades da vida real e também aprende a separar objeto/significado.
Neste caso, a brincadeira e o faz-de-conta permitem a reconstrução interna daquilo que é observado externamente e, nesse contexto, por meio da imitação são capazes de realizar ações que ultrapassam o limite de suas capacidades.
É necessário ainda evidenciar que a infância, no contexto da Psicologia da Aprendizagem, é tratada como uma etapa de preparação do pensamento para a vida adulta. Por isso, o pensamento infantil não tem ainda uma lógica racional. Entretanto, quanto ao seu desenvolvimento cognitivo, a ênfase não pode ser naquilo que a criança ainda não dá conta, mas sim naquilo que só ela é capaz de fazer.
No tocante à diversidade da expressão artística, é preciso assinalar que a literatura, a música e o teatro infantis são adequados às fases do raciocínio infantil que é dividido em idade cronológica.
Daí, entendendo que a literatura, quando essencialmente de natureza lúdica, onírica e mágica, e cujo conteúdo caracteriza-se pela inverossimilhança, por meio de músicas e teatralizações, nela aparecem os sonhos, a imaginação, o mito, o mistério, envolvendo o universo proposto que acaba se tornando num mundo encantado de brinquedo, entrando em contato com seres fantásticos e com a realidade do seu meio na metáfora da vida.
Assim, brincar de faz-de-conta leva a criança a desenvolver algumas capacidades importantes como: a atenção, a imitação, a memória e a imaginação, experimentando essa linguagem quando ela passa a atuar dominando o mundo, compreendendo como ele é.
Daí perceber-se que a importância da utilização da arte no cotidiano escolar, notadamente para as crianças de Educação Infantil e de Ensino Fundamental, possibilita um melhor relacionamento dos alunos com as práticas e o acesso ao conhecimento da arte, mas sem a pretensão de atingir uma verdade única. Isto porque a arte pode auxiliar na fundamentação de uma proposta de ensino e aprendizagem artísticos, estéticos, e atende a essa mobilidade conceitual, apontando para uma articulação do fazer, do conhecer e do exprimir.
Aprender com arte envolve, basicamente, ver e fazer trabalhos artísticos, apreciar e refletir sobre eles. Envolve, também, conhecer, refletir sobre as formas da natureza e sobre as produções artísticas individuais e coletivas de distintas épocas e culturas.
Mediante o exposto, estas são as razões apresentadas que justificam a realização do presente projeto para as crianças da Educação Infantil e primeiro ciclo do Ensino Fundamental das redes pública e privada, por se tratar de um espetáculo que consiste numa apresentação pautada no faz-de-conta com o sentido da formação de uma conduta lúdica na criança por meio da representação dramática e musical, desencadeando o uso da imaginação criadora que possibilita o enriquecimento da identidade da criança ao experimentar outra forma de pensar e ser.
Tal condução amplia as concepções sobre as coisas e as pessoas no desempenho de vários papéis sociais na representação dos diversos personagens. Possibilita a brincadeira para a imaginação, elaborando hipóteses para resolução dos problemas infantis, passando a ter atitudes além do comportamento habitual de sua idade, porque busca alternativas para transformar a sua realidade.
Reitera-se que a justificativa do presente projeto, se dá em razão de que a arte, ou expressão artística, é um dos instrumentos de promoção humana e de desenvolvimento mental das crianças, suas predisposições, seus sentimentos, além de estruturar a capacidade criadora, desenvolver o raciocínio, imaginação, percepção e domínio motor. Em suma: justifica-se por envolver a preocupação com o desenvolvimento e formação da criança.

OBETIVOS

Objetivo Geral: Promover um momento de interação entre a arte e as crianças da Educação Infantil e primeiro ciclo do Ensino Fundamental das escolas das redes pública e privada.

Objetivos Específicos:
- Levar para as crianças da Educação Infantil e primeiro ciclo do Ensino Fundamental um espetáculo pautado no faz-de-conta, cantação e contação de histórias privilegiando a oralidade e a música regional, a partir do respeito às diferenças e promovendo o hábito da leitura a partir de temas como cidadania, ética, meio ambiente, saúde e multiculturalidade;
- Promover interação entre a arte contada, teatralizada e musicada com o universo da garotada da rede escolar;
- Enfatizar a importância da arte no processo de aprendizagem e socialização da garotada em idade escolar.

O ESPETÁCULO

ESPETÁCULO INFANTIL - O espetáculo no Teatro

O espetáculo “Nitolino no Reino Encantado de Todas as Coisas” pode ser realizado no teatro ou na escola.
No teatro, dispomos do Espaço Cultural Linda Mascarenhas, no Instituo Zumbi dos Palmares, Avenida Fernandes Lima, ao lado do CEPA, onde toda estrutura teatral está disposta para atendimento de um público infantil de 100 crianças.
Neste local é apresentada a peça teatral “Nitolino no Reino Encantado de Todas as Coisas”, com sorteio de livros, CDs e DVD, bem como é realizada a exposição desse material e do Brincarte Festa (doces e salgados).
A duração do espetáculo é de 90 minutos.

RECREAÇÃO - A recreação educativa na escola:

Na escola é apresentada a recreação educativa “Nitolino no Reino Encantado de Todas as Coisas” com a exposição de livros, CDs e DVD, bem como do Brincarte Festa (doces e salgados).
A duração da recreação é de 60 minutos.

MATERIAIS NECESSÁRIOS

O material necessário para realização do Projeto são:
- No Teatro: Para o teatro é apenas necessário o fechamento da pauta com a confirmação de presença de 100 crianças e professores acompanhantes.

- Na Escola - Na escola se faz necessário:
- Som, contendo caixas de som, microfone e pedestal para apresentação da recreação;
- Espaço para exposição de banner e livros/CDs infantis

OBSERVAÇÃO: Para ambos os casos será solicitado o encaminhamento de panfletos e material de divulgações para que os supervisores e professores possam encaminhar pelas crianças para os pais acerca do evento.

BREVE CURRICULUM DO AUTOR - LUIZ ALBERTO MACHADO: Escritor, compositor musical, radialista e pesquisador. Formação: Letras & Direito, atualmente cursa Psicologia no Cesmac. Editor do Guia de Poesia do Projeto SobreSites – RJ, e integrante da Cooperativa dos Músicos de Alagoas – COMUSA. É autor de 7 livros de poesia, 8 infanto-juvenis, 2 de crônicas e do folheto de cordel Tataritaritatá. É autor de músicas gravadas por diversos nomes da música nordestina e nacional. Realiza recreações infantis, palestras, oficinas e apresentações musicais. Escreve para jornais, revistas, alternativos, sítios, blogs e portais da Internet. CONTATOS/RESERVAS/ORÇAMENTO/PRODUTOS: Fone: (82) 8845.4611 (Oi) ou 9606.4436 (Tim) Email: contato@luizalbertomachado.com.br e www.luizalbertomachado.com.br




Gentamiga,
Visitando diversas escolas com a nossa recreação “Falange, falanginha, falangeta” dentro do projeto BRINCARTE ESCOLA, flagramos este momento da garotada.


Friday, January 18, 2008

CABOCLINHOS



Pai e mãe, ouro de mina
Coração, desejo e sina
Tudo mais, pura rotina, jazz
Tocarei seu nome prá poder falar de amor

Minha princesa, art-nouveau
Da natureza, tudo o mais
Pura beleza, jazz

A luz de um grande prazer é irremediável neon
Quando o grito do prazer açoitar o ar, reveillon

O luar, estrela do mar
O sol e o dom, quiçá, um dia a fúria
Desse front virá lapidar
O sonho até gerar o som
Como querer caetanear o que há de bom

(Djavan, Sina)

Os caboclinhos é uma manifestação característica da herança indígena pernambucana que se apresenta durante o carnaval com danças e lendas que contam a glória dos antepassados. Reúne um grupo de homens, mulheres e crianças trajados com vistosos cocares de penas, saias também de penas, adereços nos braços e nos tornozelos. Alguns trazem à cabeça uma espécie de resplendor decorado com lantejoulas e pedras coloridas. O som característico da percussão executado pela preaca (arco e flecha de madeira preso por um cordão) provoca um estalido agudo fazendo a marcação para a dança. Seus instrumentos são: tarol, surdo, caracachás e inúbia (flautim ou gaita). As danças têm variações como perré e guerra. É grande a beleza plástica do conjunto: dança, indumentária e ritmo. Os componentes desfilam em duas filas indo e voltando enquanto apresentam belas e vigorosas evoluções. Têm a presença do porta-estandarte, cacique e cacica, ou mãe da tribo, rei e rainha, perós (indiozinhos), cordões laterais de índios e índias, pajé e caboclos de baque, como são chamados os componentes da orquestra.
O compositor e cantor alagoano Djavan se inspirou nos caboblinhos para compor a sua música Sina.

FONTE:
FONTE FILHO, Carlos. Espetáculos populares de Pernambuco. Recife: Bagaço, 1999.

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Thursday, January 17, 2008

WILLIAM BLAKE



A CANÇÃO DO RISO

William Blake (1757-1827), poeta, pintor e ilustrador inglês.

Enquanto as árvores felizes sorriem
E a correnteza desliza sorridente;
Enquanto o ar sorri junto à nossa alegria,
E a colina o acompanha por o teu ouvido;

Enquanto os prados riem com a exuberância do verde,
E o gafanhoto, com a paisagem, ri de contente;
Enquanto, com seus lábios vermelhos,
As meninas cantam: Tra, la, li!

Enquanto os pássaros, na toalha de nossa mesa
Repleta de iguarias, bordados, trinan,
Vem, alegra-te e junta-te a nós pra cantarmos
O suave coro que diz: Tra, la, la!

(tradução de Antonio de Campos. In: BLAKE, William. Canções da inocência e da experiência. Palmares: Bagaço, 1987).

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Wednesday, January 16, 2008

DIA DO CORTADOR DE CANA



SALMO DA CANA

Luiz Alberto Machado

Trabalhar a cana sempre nos olhos do amanhã
Trabalhar a cana sempre no breu da barriga
Havendo luz ou sol sempre e o adubo perfeito
Cogitando nas mãos para a cana florescer
A cana e a febre se confundem nas docas
Como canção de cambiteiros que cantam solar
O suor e a cana atravessada no peito
Como tortura de sangue na terra de ninguém
A casa e a cana divisam seu sonho
Transformam a fome em nó de espingarda
O trabalho perfeito justinho nas sementes
Que floram no verde de sangue escondido
Trabalhar a cana sempre nos olhos do amanhã
Enquanto a roupa já se esqueceu de viver
O cangaço a carcaça o trabuco já se faz ofegante
Não suja a cabeça nem trai coração
Sem horizonte sem festa sem ninar
Trabalhar a cana sempre no breu da barriga
Fazendo crescer a desdita risonha
De quem nem na cana pega pra chupar
Trabalhar a cana esmolando um sorriso
À beira da penúria de quem já se foi
Enterrado entre a cana e o bocejo
Trabalhar a cana sempre nos olhos do amanhã
Ilhando a cidade o ventre e o coração
O lacre dos sinos de ventos felizes
São campos de ares senis
A cana. E o ventre já não se refaz
A cara a mesma a cana a mesma
O sol o mesmo a luz e o luar
Somente a cana não pode mudar.

© Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. In: Primeira Reunião. Recife: Bagaço, 1992.

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Tuesday, January 15, 2008

MARACATU



Foto: do livro Espetáculos Populares de Pernambuco, de Carlos da Fonte Filho. Recife: Bagaço, 1999.

Ê, maracatu!
Maracatu do Baque Solto!
Maracatu do Baque Virado!

O maracatu é uma das manifestações culturais pernambucanas de origem afro-brasileira, misturando cultura indígena, africana e européia, formada por uma orquestra de percussão que acompanha o cortejo durante o carnaval.
Existem dois tipos de maracatus: o nação, que também é conhecido de Maracatu de Baque Virado; e o rural que é conhecido como Maracatu de Baque Solto. Do Maracatu Nação participam entre 30 e 50 figuras. Entre elas estão o Porta-estandarte, trajado à Luís XV (como nos clubes de frevo), que conduz o estandarte. Atrás, vêm as Damas do Paço, no máximo duas, e que carregam as Calungas, que são bonecos de origem religiosa, que simbolizam uma rainha morta. A orquestra do Maracatu Nação é composta apenas por instrumentos de percussão: vários tambores grandes (alfaias), caixas e taróis, ganzás e um gonguê (metalofone de uma ou duas campânulas, percutidas por uma vareta de metal). Hoje em dia, se usa xiquerês(instrumento confeccionado com uma cabaça e uma saia de contas). O Mestre de Toadas "puxa" os cantos, e o coro responde. As baianas têm a responsabilidade de cantar, outras vezes, são os caboclos, mas todos os dançarinos também podem participar.
O maracatu rural também conhecido Maracatu de Baque Solto tem sua origem nos cortejos africanos, sendo uma espécie de fusão de elementos dos vários folguedos populares, que vêm às ruas das cidades próximas aos engenhos de açúcar como: Goiana, Nazaré da Mata, Carpina, Palmares, Timbaúba, Vicência, dentre outras, durante o carnaval, com características e colorido próprio, garantindo sempre a presença nos carnavais do Recife. É formado por um ritmo rápido de chocalhos, percussão unissonora e acelerada do surdo, acompanhada da marcação do tarol, do ronco da cuíca, da batida cadenciada do gonguê, do barulho característico dos ganzás, um solo de trombone, e outros instrumentos de sopro que, juntos, dão ao conjunto características musicais próprias e bem diferenciadas dos maracatus tradicionais.

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Monday, January 14, 2008

FOLIA TATARITARITATÁ



Papagaio louro
de bico dourado
tu falavas tanto
qual a razão
que vives calado?

(Sinhô, Fala meu louro).

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Friday, January 11, 2008

A TERRA



A Terra é o terceiro planeta do sistema solar. Vista do exterior, a Terra apresenta o aspecto de um globo azulado. Possui dois movimentos: o de rotação, em redor do seu próprio eixo; e o de translação, em tono do sol. Geologicamente a terra pode ser descrita como uma esfera dotada de uma crosta rochosa – litosfera -, parcialmente recoberta de água – hidrosfera -, e envolvida por uma camada gasosa chamada de atmosfera.
A Terra é a nossa mãe, dela nascemos. É a nossa casa, nela moramos. É a nossa vida, nela vivemos. Então vamos cuidar da nossa mãe, casa e vida. E vamos cantar a Cantiga da Vida que está no Lobisomem Zonzo:

Não derruba mata, não derruba não!
Não polui as águas, não polua não!
A vida é um dom, viver é bom!

Não morrer de fome, não a fome não!
A casa é para o homem, a guerra não é não!
A vida é um dom, viver é bom!
Bom é viver!
Bom é viver!


© Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. In: Lobisomem zonzo. Maceió: Nascente, 1998.

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Thursday, January 10, 2008

A ORIGEM DO SOLIMÕES



Ilustração: J. Lanzellotti.

Há muitos anos, a lua era noiva do sol, que com ela queria se casar, mas, se isso acontecesse, se chegassem a se casar, destruir-se-ia o mundo. O amor ardente do sol queimaria o mundo e a lua, com as suas lágrimas, inundaria toda terra; por isso, não puderam se casar. A lua apagaria o fogo; o fogo evaporaria a água. Separaram-se, então, a lua para um lado e o sol para outro. Separaram-se. A lua chorou todo o dia e toda a noite, e foi então que as lágrimas correram por cima da terra até o mar. O mar embraveceu e por isso não pôde a lua misturar as lagrimas com as águas do mar, que meio ano corre para cima, meio ano, para baixo. Foram as lágrimas da lua que deram origem ao nosso rio Amazona. (Lenda que alude ao cataclismo que originou o vale do Amazonas e o levantamento dos Andes, recolhida por Barbosa Rodrigues. MELLO, Anísio. Estórias e lendas da Amazônia. São Paulo: Edigraf, sd).

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PESQUISA & CIA
CARNAVAL FOLIA TATARITARITATÁ

Wednesday, January 09, 2008

CARNAVAL TARITARITATÁ



Ó abre alas
que eu quero passar
eu sou da Lira
não posso negar
”.
(Chiquinha Gonzaga, Ó abre alas).

Chiquinha Gonzaga era uma mulher admirável, abolicionista, audaciosa, feministas, mas também pianeira de choro e boêmia, inveterada e pioneira – funda a marchinha brasileira compondo, no último ano do século, seu “Ó abre alas”, que alcança enorme êxito no carnaval, lançado pelo cordão carnavalesco Rosa de Ouro. FONTE: RIBEIRO, Darcy. Brasil aos trancos e barrancos: como o Brasil deu no que deu. Rio de Janeiro: Guanabara, 1985).

VEJA MAIS CARNAVAL TATARITARITATÁ:
AMOR IMORTAL (Luiz Alberto Machado)
FOLIA CAETÉ (Luiz Alberto Machado)
ALVORADA (Luiz Alberto Machado)
MANGUABA (Luiz Alberto Machado)
SANTA FOLIA (Cikó Macedo - Luiz Alberto Machado)

OBS: baixe gratuitamente esses frevos em mp3 na Trama!

Tuesday, January 08, 2008

CURIOSIDADES: VOCÊ SABIA?



VOCÊ SABIA:

- Ababelar é um verbo que significa confundir, provocar desordem, confusão. Construir à semelhança da Torre de Babel.

- A astronauta norte-americana Eileen Collins tornou-se, em 1999, a primeira mulher a comandar a missão especial de um ônibus espacial.

- O abacate é o fruto do abacateiro. Possui forma ovóide ou piriforme, cuja cor ora é verde, ora arroxeada, ora amarelada. Sua polpa é abundante e saborosa.

- O Brasil ocupa 46º lugar no ranking do Fórum Econômico Mundial que avalia o nível de preparação de 104 nações para participar dos avanços na tecnologia da informação e de comunicação. Na América Latina o primeiro lugar é do Chile que ocupa o 35º lugar. Os Estados Unidos ainda são os primeiros em temas como qualidade de instituições de pesquisa científica e oferta de oportunidades de treinamento para trabalhar no setor.

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Monday, January 07, 2008

DIA DA LIBERDADE DE CULTO



Imagem: Dança dos índios tapuias, óleo sobre tela de Albert Eckout, 1641

Os primitivos indígenas brasileiros, na época de Pindorama, adoravam o sol e professavam a sua crença a partir de sua divinização em respeito à natureza e todos os seres vivos.
A partir de 1500, os portugueses invadiram o Brasil com o Catolicismo.
Em seguida, o tráfico dos negros que se tornavam escravizados pelos portugueses no Brasil trouxe a religião Yourubá, com os Candomblés, Macumbas e Xangôs.
Ao longo dos séculos seguintes o Brasil viu chegar judeus, protestantes, batistas, adventistas, luteranista, presbiterianistas, agnósticos, espíritas, muçulmanos, budistas, metodistas, esotéricos, hinduístas, quackers e, pelo andar da carruagem, fez a formação carnavalizante da nossa religiosidade.
A Constituição Federal brasileira garante a liberdade de crença e culto a todos que vivem no Brasil.

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Friday, January 04, 2008

BRINCARTE



Gentamiga,
Este foi o primeiro volume reunindo os trabalhos dos selecionados no I Prêmio Nascente de Arte Infanto-Juvenil, publicados pelas Edições Nascente, em 1998. O livrinho reuniu trabalhos em desenho, poesia e histórias dos alunos do Ensino Fundamental da rede Pública e Privada de Alagoas. A festa de lançamento foi realizada no salão Champanhe, em Maceió, reunindo a garotada, apresentações do teatrinho de Tio Beto e cobertura total do Nascente – Publicação Lítero-Cultural que circulou, depois do evento, com uma edição especial.

Veja mais Turma do Brincarte. E vem aí o Carnaval Folia Tataritaritatá!

Thursday, January 03, 2008

ERA UMA VEZ....



ERA UMA VEZ.... CRIANÇAS QUE CONTAM HISTÓRIAS

Gentamiga,
Este foi o primeiro projeto que participei envolvendo o público infanto-juvenil. Foi um projeto desenvolvido pelas Edições Bagaço em 1987, que resultou no lançamento do livro com trabalho da garotada estudantil de Palmares e Região Mata Sul de Pernambuco, apresentação de peças teatrais e o Festival do Guaraná. As peças de teatro infantil foram apresentadas por grupos teatrais palmares na adaptação que eu fiz dos textos de Elita Afonso Ferreira. Fizemos as apresentações no Clube da ACP em Palmares e no auditório da DRT, em Recife.
Foi deste projeto que nasceu a minha inclinação para escrever textos infantis que redundam hoje na Turma do Brincarte. Daí meu agradecimento à Elita Afonso Ferreira, que me deu a oportunidade de me debruçar sobre sua obra e adaptá-las para o teatro, e às Edições Bagaço, pelo apoio e raízes irmanadas até hoje.

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Wednesday, January 02, 2008

VALENTE GALOZÉ



O livro “O valente Galozé” foi o primeiro título publicado pelas Edições Bagaço. O livro faz parte das obras da escritora pernambucana Elita Afonso Ferreira. No volume consta o meu depoimento:

Duas devem ser as responsabilidades do homem de hoje: uma, com o nosso tempo; outra, com a nossa terra. A nossa vez chegou: é a horagá! Apesar dos traumas da repressão econômica, política, social e cultural, chegou a hora de vencer o cerco do sinal fechado e de criar, em seu próprio bocejo, as alternativas próprias da resistência. Assim, com esse pensamento, nasceu as Edições Bagaço: sem medo das arranhuras que o próprio tempo e a própria terra possam propiciar. E assim chegou Gilberto Melo, Elita e Arnaldo Afonso, Paulo Menezes, Inez Koury e eu, numa soma de objetivos e anseios conclusivos, partindo para a comunhão da luta contra os entraves possíveis das águas revoltas deste tempo adverso. Edições Bagaço não significa mais um selo ou marca para brilhar no meio de luzes já comprometidas, mas a ruptura contra a inércia e a ociosidade, criando um minúsculo raio de espaço para a voz que represente a realidade de uma região acéfala e esconjurada. Pensamos com isso cumprir uma missão: a missão da responsabilidade com o nosso tempo e a nossa terra.

Luiz Alberto Machado

In: FERREIRA, Elita Afonso. O valente Galozé. Palmares: Bagaço, 1984.

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